sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Capitulo 1 - Nops.

Oi, povo. Coé que deu?
Pois bem. Acabo de postar a tão esperada continuação da Primeiro Beijo! É, eu sei. Sou foda. Mas whatever. Quem quiser ler leia quem não quiser não leia. Mas saibam que vou ficar muito magoada se não lerem e provavelmente cortarei os pulsos ou me atirarei de um prédio.
Quem quiser ler no Nyah é só clicar aqui.
Mas se alguém odeia o Nyah e odeia meu perfil no Nyah, pode ler aqui no Elefantes Não São Azuis mesmo (: (notem que eu coloquei um emoticon. no nyah não pode colocar emoticon)
E eu quero comentários u-ú  (outro emoticon :D) (e mais um)



Nops.
E me beijou. E como na outra vez, foi incrivelmente bom.



                E quatro dias se passaram depois daquilo. E eu não havia falado com a Mariana nenhuma vez. Nenhuma. Ela não tinha me ligado, não tinha atendido meus telefonemas,  tinha faltado aula e não tinha mandado nenhum sinal de fumaça.               
                E foi na manhã de domingo, logo depois que eu acordei, que decidi que esse silêncio chato ia acabar. E ia ser hoje. Levantei e fui para o banheiro tomar banho. Aproveitei e escovei os dentes antes de voltar para o quarto.
                Vesti uma roupa qualquer e fui para a sala. Tirei meu celular da tomada na sala e estranhei não ter nenhum movimento na casa. Mas também nem devia, é domingo. Saí tão determinada de casa que nem olhei para os lados enquanto andava pela rua. Para chegar ao prédio da Mariana eu só precisava andar duas quadras.
                Quando cheguei lá o porteiro Jorge estava tomando uma caneca de café e lendo o jornal e mal olhou para mim antes de fazer sinal com a cabeça para que eu passasse. Subi uma escada só e parei na frente da porta da Mariana. O que eu diria para ela? "Oi, você me beijou e depois me deixou no vácuo e por isso vim tirar satisfações então abre a droga da porta?"
                Toquei a capainha e não ouvi nada, então toquei novamente. Logo ouvi o barulho de uma porta se abrindo e alguém se arrastando. Ou era um zumbi vindo comer meu cérebro ou era Mariana com sono. A porta se abriu e eu pude vê-la. Seu cabelo estava despenteado, um olho estava meio fechado e ela ainda estava de pijama. Mas continuava linda.
- Carol?! O que cê faz aqui? -  ela resmungou enquanto coçava o olho e se apoiava na porta. – Que horas são?
- E-eu precisava falar com você e esqueci de olhar as horas antes de sair... Desculpe.  – olhei para meus pés. Como eu sou idiota! Como pude esquecer de olhar?
- Tudo bem. Entra aí. – Mariana disse e deu espaço para entrar. Percebi que ela passou a mão  no cabelo para ajeitá-lo quando entrei. Ela fechou a porta atrás de mim.
- Anh... Eu só vou ali no banheiro e já volto – ela andou até o corredor, mas parou e se virou para mim. – Se quiser ver TV, sei lá... Fica a vontade.
- Tá. – respondi quando ela entrou no banheiro.  Sentei no pequeno sofá marrom em frente a TV.
                Peguei o controle e liguei em um canal qualquer. Mesmo com a televisão ligada eu conseguia ouvir o barulho do chuveiro. Depois de uns quinze minutos  Mariana voltou. Seu cabelo castanho escuros estava molhado e ela usava uma bermuda folgada e uma camiseta branca. Estava linda.
- Hum, oi de novo. – coçou a nuca – Quer comer alguma coisa?
- Seria uma boa.
                Ela me chamou até a cozinha e eu me sentei na mesa enquanto ela preparava dois sanduiches para nós.
-Então... O que te trouxe a minha humilde residência? – ela perguntou enquanto arrastava a cadeira para perto de mim. Mas não muito perto, percebi. Mas o que me irritava é que ela estava agindo como se nada tivesse acontecido.
- Como assim o que me traz aqui? – disse incrédula. – Eu vim aqui porque você não deu notícias! Fiquei esperando um tempão você ligar para nós conversarmos sobre o que aconteceu!
- Ah é... Desculpa por isso. – coçou a nuca.
- Desculpa por isso? É o que você tem a me dizer? Cara, primeiro você me beija, depois me deixa no vácuo e agora pede desculpas? Você tem o que na cabeça? Merda?
- Eu não tenho merda na cabeça, tá legal? É que eu gosto de você. Gosto pra caramba. Mas fiquei com medo que você ficasse com raiva de mim ou algo do tipo. Por isso eu meio que me isolei. Agora que você já sabe, pode me ignorar pro resto da vida. E não se preocupe que eu não vou contar sobre o beijo pra ninguém.
- E-eu não fiquei com raiva. E não vou te ignorar porque eu também gosto de você.
- É sério?
- Não. É mentira, sabe. Eu adoro mentiras.
- Tá.  Você não está mentindo. Bom, e agora?
- Agora não sei. O que você quer fazer?
- Isso.
                E me beijou. E como na outra vez, foi incrivelmente bom. Dessa vez Mariana estava sem o gloss de morango, mas sua boca ainda estava com o gosto de menta da pasta de dente. Ficamos nos beijando por um bom tempo, ela segurava com força em minha cintura, me trazendo para mais perto e eu estava praticamente pendurada no seu pescoço. Até que nos separamos.
- Uau. – Mariana disse e coçou a nuca.
- É. Uau. – respondi sorrindo e segurei na mão dela.
- Eu sei que beijo incrivelmente bem, sabe. – e deu um sorriso convencido. Que não durou muito, pelo tapa que dei. – Ai! Isso doeu, sua coisa.
- Coisa o caralho, eu tenho nome. Carolina. Muito prazer. – respondi. Andei até a sala e me sentei no sofá em frente a TV. Na tela passava Bob Esponja, mas eu não ligava a mínima pra isso.
                Mariana logo veio e se sentou ao meu lado fazendo um biquinho fofo. Dei um selinho e ela sorriu e se esticou no sofá, me fazendo ficar deitada por cima dela.
- Toda essa confusão me deu sono. Até porque você me acordou quase de madrugada, Dona Coisa. – ela disse e bocejou. 
- Mas e sua mãe? Ela pode nos ver aqui deitadas juntas. – fiz menção de me levantar, mas ela me puxou de volta, segurando firme em minha cintura. Estávamos muito mal acomodadas, mas quem liga?
- Não, Carol.  Minha mãe tem plantão hoje e só volta de noite. Então fica quietinha e vamos dormir.
- Mas e a TV?
- Deixa o Bob aí, duvido que ele se importe que a gente tire uma soneca.
                E ela fechou os olhos. E em pouco tempo sua respiração ficou mais calma e eu percebi que ela tinha adormecido. Fechei meus olhos também e dormi logo depois.

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