Mas eu vou voltar dia 13, então escreverei mais capítulos e algo decente pra colocar por aqui. Então é isso, fiquem com o capítulo e já aviso. Tem um mini-orange no final. Se não quiserem ler, não leiam. E tá uma bosta o orange. Mas a fic é uma bosta, então não faz diferença. Tchau, povo.
Capitulo 5.
No fim das aulas a professora me chamou e disse que tinha conversado com a Eduarda e que no dia seguinte mesmo minha aula podia começar. Beleza.
- E vai ser logo depois da aula? – Mariana perguntou enquanto estávamos no ônibus pra casa. Assenti com a cabeça. – Quanto tempo vão durar?
- Uma hora, algo assim. – respondi olhando pela janela.
- Então vou ficar uma hora sem poder falar contigo todo dia?
- É.
- Mas eu vou ficar com saudades, Carol.
- É só uma hora. Não um ano.
- Continua sendo muito tempo.
- Não faz drama, Mari.
- Não é drama. Só que eu queria passar mais tempo contigo, poxa. – ela fez um beicinho fofo e cruzou os braços. Dei um selinho rápido nela pra desmanchar o beiço. Acho que ninguém viu.
- Melhorou? – perguntei quando ela sorriu.
- Teria melhorado se fosse um beijo de verdade, mas me contento com isso por enquanto. – dei um tapa no seu braço e ela riu.
- Boba.
Quando descemos do ônibus eu já ia me despedindo dela, mas fui arrastada até um bequinho menos movimentado. Mariana jogou nossas mochilas no chão e me beijou com vontade. Ficamos um bom tempo no beco e quando paramos de nos beijar eu pensei em falar com ela sobre nós. Mas ela me deu um selinho rápido, um tchau e saiu quase que correndo. Vai ver ela lê pensamentos.
Andei com raiva até em casa e cheguei batendo a porta. Meu pai olhou com as sobrancelhas levantadas quando eu passei sem parar pra dar oi. Entrei e bati a porta também, a trancando. Me joguei na cama. Gritei com a cabeça abafada no travesseiro. Não sei quanto tempo fiquei gritando, mas só parei quando ouvi batidas na porta.
- Querida, está tudo bem? – meu pai disse do outro lado da porta. – Quer conversar sobre alguma coisa?
- Não. – respondi tirando a cabeça do travesseiro. Um tempo depois resolvi me levantar. Peguei o celular e disquei o número da Mariana.
- Alô...? – disse com uma voz cansada. Devia estar dormindo.
- O que nós somos? – perguntei rápido, antes que ela dissesse outra coisa.
- C-como assim? – gaguejou. Eu podia imaginar a cara de pânico que ela devia estar fazendo agora. Provavelmente estava mexendo nos cabelos ou algo assim por causa do nervosismo.
- Eu perguntei o que nós somos. Amigas, ficantes, namoradas... O que?
- B-bom...
- Você gosta de mim, Mariana?
- G-gosto, Carol. P-pra caramba.
- Então me responda. O que nós somos? Porque amigas não se gostam assim, ou se beijam como nos beijamos.
- N-nós não somos só amigas. Somos melhores amigas.
- Melhores amigas, é isso? Então você não quer um relacionamento mais sério comigo?
- N-não é isso, Carol. É que...
- É que o que, Mariana?
- É que eu tenho medo.
- Medo do que?
- S-sei lá, eu só tenho medo.
- Medo, sei. Olha, tchau Mariana.
- Mas... – ela disse e eu desliguei o telefone.
Quando deitei na cama de novo, comecei a chorar. Chorei muito, muito mesmo. Até que dormi. Acordei com o toque do meu celular. Quando o peguei vi na tela: Mari - 15 chamadas não atendidas. No canto da tela o relógio mostrava que eram cinco e meia da tarde. E eu estava morrendo de fome.
Joguei o celular de volta na cama e me olhei no espelho do armário. Meu rosto estava inchado e meus olhos um pouco vermelhos, meu cabelo estava uma droga e meu uniforme da escola todo amassado. Fui para o banheiro e tomei um banho. E chorei dentro do Box também. Voltei e me vesti com a primeira coisa que vi. Destranquei a porta e fui para a cozinha comer.
Meus pais estavam sentados na sala assistindo TV, e meu irmão deveria estar brincando lá fora com algum amiguinho ou coisa parecida. Peguei o leite. Fiz um copo de Nescau e preparei um sanduiche. Comi sentada na mesa em silêncio. Meus pais conversavam meio baixo sobre algo na TV, mas ignorei. Quando terminei coloquei a louça suja na lava-louças e voltei pro quarto.
Me sentei na escrivaninha e fiz as tarefas pro dia seguinte. Quando estava quase terminando, meu celular tocou de novo, avisando de uma nova mensagem. Peguei-o e olhei na tela.
"Carol, eu sei que vc tá brava cmg agora, mas a gente precisa conversar. Bjs."
Joguei a porcaria do celular longe e fui para o computador. Liguei uma música bem alta pra não ouvir meu celular tocando. Peguei um livro qualquer e comecei a ler, sem realmente prestar atenção nas palavras.
Acordei no dia seguinte bem mais cedo que o normal. Fiz tudo que tinha que fazer e saí de casa. Em vez de pegar o ônibus, fui a pé pra escola. Tinha bem pouca gente no pátio e eu me sentei o mais afastado possível. Coloquei os fones de ouvido e fiquei ali. Luisa apareceu um tempo depois e tirou meus fones de ouvido.
- Onde você tava? A Mariana tava louca te procurando e está quase na hora da aula. Você parece triste. Você e a Mari brigaram? Precisa de ajuda? – ela disse tudo de uma vez só e fez uma cara super preocupada.
- Eu tava bem aqui e a Mariana e essa aula que se fodam. E eu não estou triste. – respondi levantando do banco e recolocando os fones. Luisa me seguiu, mas sem falar nada. Fui até a sala e entrei. Me sentei no meu lugar perto da janela e joguei a mochila com força no chão. O garoto que senta na minha frente me olhou assustado e eu o ignorei, deitando a cabeça na mesa.
- Carolina... – ouvi alguém dizer meu nome baixo do meu lado. Virei o rosto e me deparei com a Mariana. Ela estava com olheiras e parecia meio doente. Desvirei o rosto e continuei ouvindo música, ignorando sua presença. Senti ela colocar a mão no meu ombro, mas tirei a mão dela dali com um tapa. – Ai.
E o sinal bateu. E a tortura começou. Os períodos de aula passaram como anos pra mim. E eu não prestei atenção em nenhum deles. Só queria que a aula acabasse logo. Eu podia sentir o olhar de Mariana em mim várias vezes, mas não me virei pra ela nenhuma vez.
No fim da aula, a professora Cristina me lembrou novamente que eu tinha aula de reforço e pediu para eu esperar pela Eduarda na sala. Então fiquei lá, sentada, esperando a garota chegar. Estava tão distraída que nem a vi entrando. Tomei um puta susto.
- Oi. Carolina, não é? – ela disse, parando na frente da minha mesa e sorrindo.
- Oi, sim. E você é a Eduarda. – respondi, a encarando. Ela era bonita. Alta, cabelos pretos um pouco curtos, olhos claros e um sorriso lindo. Era a mesma garota que tinha me encarado ontem no intervalo.
- Meus amigos me chamam de Duda. Posso te chamar de Carol?
- Claro.
- Hum, a Carina falou com você, não é?
- É, ela falou.
- Bom, então acho que devemos começar. Ela me deixou alguns exercícios e bom, você pode me pedir ajuda sempre que necessário.
- Valeu, mas eu acho que não vai precisar.
- É sério, qualquer coisa que quiser é só pedir. – ela disse chegando mais perto. Por impulso me levantei. E andei para trás. Ela sorria, mas seu sorriso estava diferente. Ela era muito bonita, mesmo. Continuou chegando perto e eu continuei indo pra trás. Até que bati com as costas na parede.
Eduarda colocou os braços na parede me prendendo e chegou com o rosto perto do meu. Eu conseguia sentir seu hálito de menta, mas não conseguia me mover. Parecia que eu estava paralisada. Ela continuava sorrindo daquela forma diferente. Até que colou seus lábios nos meus. Seu beijo era diferente do da Mariana, era mais... Quente.
Suas mãos logo foram para debaixo da minha camisa, e eu não fiz nada para impedir. Atacaram meus seios com vontade me fazendo gemer baixinho. Ela sorria cada vez mais enquanto eu gemia e logo enfiou a mão dentro da minha calça. Tocou de leve por cima da minha calcinha. E eu continuei não fazendo nada para impedir. Eu sabia que era errado, porque estava traindo a Mariana, mas tecnicamente não tínhamos nada. E aquilo era tão bom...
Gemi um pouco mais alto quando ela começou a estocar dentro de mim, mas me fez calar com um beijo. E quando finalmente cheguei ao ápice, Eduarda tirou a mão de dentro de mim e sorriu. Me deu mais um beijo e seu relógio despertou.
- Opa, gata. Parece que a aula de hoje acabou. Nos vemos por aí. – ela disse antes de me dar um selinho, pegar sua mochila e sair pela porta sorridente.
Meu celular tocou e eu atendi sem olhar quem era.
- Carol! Finalmente consegui falar com você! E-espero não estar atrapalhando sua aula ou algo do tipo. – Mariana disse, com a voz receosa.
- N-não, não está atrapalhando nada...
- B-bom, é que eu realmente precisava falar com você. E eu não queria falar isso pelo telefone, mas não tenho alternativa.
- ...
- V-você aceita namorar comigo?


