AAAAAAAAAA, outra coisa. Aceito contribuições pra eu comprar uma passagem pra Portugal, beleza? Me ajudem ae, se eu for pra lá não vou ficar sozinha e abandonada e vou ficar muito feliz (:
E prometo comprar um cartão postal pra quem me ajudar com dinheiro u-ú.
Agora é tchau mesmo. Até o próximo post (:
Capítulo 4.
Mudei a mochila de ombro e fiquei parada enquanto os outros alunos saiam. Cristina mexeu em alguns papéis e ajeitou os óculos. De repente pegou um papel e me chamou pra perto com a mão. Parei na frente da mesa dela e mudei o peso de pé.
- Sabe me dizer o que é isso, Carolina? – ela disse, apontando o papel pra mim. Engoli em seco.
- Minha prova. – respondi, com medo de dizer mais alguma coisa.
- E poderia me dizer que número está escrito aqui no lugar da nota? – ela perguntou, apontando com o dedo o canto da página.
- Zero.
- É, zero. E você não está preocupada com isso, Carolina?
- Estou, professora. – eu realmente tinha problemas com geografia. A merda da matéria não entrava na minha cabeça. E não ia mudar nada na minha vida. A professora Cristina começou a batucar na mesa com uma das mãos. Eu odeio isso.
- Carolina, Carolina, Carolina... O que vou fazer com você? – ela se perguntou, acho, e me encarou. – Você sabe que se continuar assim vai reprovar, não sabe?
- Sei, professora.
- Mas eu acho que tenho a solução para esse seu problema com Geografia. – ela disse. – Aulas de reforço.
- Aula de reforço? Como assim? Com quem? – perguntei e a encarei.
- Uma de minhas melhores alunas em Geografia, Eduarda Rodrigues. Não sei se a conhece, é um ano mais velha que você. Mas tenho certeza que ela não vai se incomodar em ajudá-la nos estudos.
- Mas... Quando? Onde...?
- Tenho que ver com ela quando estará disponível, mas as aulas podem acontecer aqui mesmo na escola, depois do horário. Tudo bem pra você?
- S-sim, eu acho...
- Então é só. Mostre esse passe para seu professor para poder entrar na próxima aula, mesmo estando atrasada.
E ela me entregou o passe. Corri feito uma doida até a sala e acho que atropelei uma tia-da-limpeza no caminho. E quando finalmente cheguei na sala, parei pra recuperar o fôlego e bati na porta. O professor Luiz olhou com a cara de cú de sempre e me deixou passar, depois que expliquei que o atraso foi porque a professora Cristina queria conversar comigo. Me sentei do lado da Mariana e joguei a mochila de qualquer jeito no chão.
O resto da droga da aula se dividiu nas tentativas frustradas da Marina de falar comigo e na minha tentativa frustrada de tentar entender a matéria. Até que bateu o sinal pro intervalo e todos saíram desesperados pela porta. Como sempre. O que essa gente pensa? Que se não saírem da sala em 4 segundos depois que bate o sinal vão morrer?
- E aí? O que a professora queria? Ela te estuprou? Ela te fez fazer prova oral? Como foi? – Luisa disse sem parar quando chegamos no pátio. Sério, o que colocam no café da manhã dela?
- Calma ae. Eu não fui estuprada, tá legal? Nem fiz prova oral nenhuma. Ela só me falou que vou reprovar se não fizer aula de reforço com uma tal de Eduarda Não Sei Das Quantas.
- Eduarda...? – Mariana que até então estava calada sussurrou baixinho. Estranho.
- É, Eduarda. Ela é mais velha que a gente um ano, acho. E é muito boa em Geografia e eu sou muito ruim, então pra não eu não reprovar ela vai ter que me ajudar.
- Eu podia te ajudar a estudar. – Mariana disse fazendo um beicinho. Provavelmente com ciúmes. Fofa.
- Eu sei, mas a Cristina quer que seja essa garota, então vai ter que ser ela mesmo. – respondi me sentando no banco.
- Olha lá ela conversando com alguém! – gritou a Luisa apontando desesperadamente pro canto do pátio. Olhei e a professora Cristina estava mesmo conversando com alguém. Era uma garota, e ela parecia bonita, mesmo de longe.
- É, mas não grita Lu.– Mariana falou empurrando o ombro da Luisa. - Cê faz muito barulho.
Revirei os olhos pras duas e voltei a olhar para o canto onde estavam a professora e a garota. A garota me olhava também.

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