domingo, 19 de dezembro de 2010

Capitulo 2 - Nops.

Méquetão, gente bonita e saudável que eu amo tanto? Comendo direitinho? Respeitando a mamãe? Lavando atrás da orelha? É bom que estejam, hein. Se não vou ai na casa de vocês checar se tá bem limpa.

Bom, eu vim aqui dizer que postei o capitulo 2 de Nops! ÊÊÊ. Deu de comemoração. E como eu sei que vocês nunca clica nos links que eu posto, colocarei aqui pra lerem (Y). Também quero pedir desculpas por não postar nada além disso, é que a fic anda comendo todo o meu tempo livre entre dormir e comer |:

Vou parar de enrolação, leiam ae.



Capítulo 2



                 Quando acordei estranhei não estar no sofá. Olhei em volta não reconhecendo até que percebi que era o quarto da Mariana. As paredes eram verdes cheias de posters, mas o que me chamou atenção foi um mural de fotos no canto. Nele tinham muitas fotos nossas no meio das outras e isso me fez sorrir.
                Abri a porta do quarto e ouvi o barulho de um prato quebrando. Corri até a cozinha e me deparei com Mari com uma cara de desespero e vários cacos no chão. Me apoiei na porta da cozinha sem falar nada, só observando-a enquanto ela xingava baixinho e tentava catar os cacos. Tossi para chamar atenção e ela se assustou.
- Então quer dizer que é só eu tirar um cochilo que você já bota a casa abaixo? – sorri e coloquei as mãos na cintura, tentando parecer brava.
- Sim, né. Não tenho minha Carol para cuidar para eu não fazer besteira. – ela disse e veio para perto de mim, me dando um selinho. A puxei pela camiseta quando tentou se afastar e lhe dei um beijo de verdade. Mariana me empurrou de leve sem interromper o beijo até a sala e caímos no sofá.
                As mãos dela já estavam por dentro da minha blusa, arranhando de leve minhas costas enquanto eu segurava com força em sua nuca. Até que nos separamos, ofegantes.
- Tá bom... Melhor parar por aqui. – eu disse e Mari assentiu com a cabeça, saindo de cima de mim.  Levantei logo depois e voltei à cozinha para ajudá-la a juntar os cacos. – O que pretendia fazer quebrando esse prato?
- Eu não quebrei o prato de propósito. Eu estava tentando lavar a louça para mostrar que sou uma boa menina e sei fazer as coisas direito quando você não está por perto e esse maldito prato escorregou e caiu no chão.
- Então quer dizer que você não sabe lavar louça? Como espera eu goste de você se nem sabe lavar louça? – fingi estar brava. – Pelo jeito vou ter que procurar alguém que saiba lavar louça, não acha, Mari?
- Pode até ser. Mas eu duvido que você ache alguém que beija tão bem como eu. – ela disse e me deu um selinho demorado.        
                Depois que catamos os caquinhos e jogamos no lixo, comecei a lavar a louça e a obriguei a secar e guardar. Quando terminei de lavar fiquei observando-a guardar a louça. Não resisti e joguei água da torneira nela. Mariana largou o prato que estava secando e pulou em cima de mim, me fazendo cócegas, fazendo com que caíssemos no chão. E assim ficamos, rindo com duas idiotas deitadas no chão frio da cozinha.
                Até que meu celular começou a tocar e vibrar no meu bolso. O peguei e atendi deitado no chão mesmo. Fiz sinal de silêncio para Mariana do meu lado, que ainda ria baixinho.
- Alô?
- Alô? Como assim alô? Quem você pensa que é, Carolina? Sair de casa cedo da manhã sem avisar ninguém ou deixar um bilhete?!
- Desculpa, mãe. É que eu tive que vir na Mari...
- Sem desculpas! Volte pra casa agora mesmo ou eu e seu pai iremos te buscar!
- N-não precisa, mãe. Eu já...
- Agora!
                E desligou. Mariana colocou o braço sobre mim e me fez carinho. Virei e lhe dei um selinho.
- Tenho que ir. – disse me levantando. Ela fez um beicinho e levantou também.
- Mas já? Tá tão cedo...
- É, eu sei. Mas eu sai sem avisar e você sabe como é minha mãe.
- Tudo bem. Deixa eu te levar em casa pelo menos?
- Melhor não, Mari. Minha mãe está irritada e provavelmente vai me dar uma bronca e não quero que você esteja presente quando isso acontecer.
                Ela concordou e me beijou antes que eu saísse do seu apartamento. Desci a escada e passei pela portaria. Jorge não estava lá, um outro porteiro tinha substituído-o. Andei até em casa e agora a rua estava bem mais movimentada. Devia ser meio dia agora.
                Quando cheguei em casa, me deparei com minha mãe sentada no sofá da sala com uma cara nada boa. Ela estava de braços cruzados e com a TV ligada no mudo. Assim que pisei no tapete ela me olhou com uma cara demoníaca e se levantou num pulo.
- Isso são horas de chegar, Dona Carolina? – ela disse se levantando num pulo e batendo o pé sem parar.
- É arrecem meio dia, mãe... – respondi indo até a cozinha pegar um copo d'água.
- Como você pode ter saído sem avisar? Nos deixou muito preocupados com você. Onde você estava?
- Eu fui na Mariana, mãe. Era urgente.
- Urgente? O que pode ser tão urgente que te faz sair de casa quase de madrugada?
- Umas coisas aí.
- Não quer dizer? Pois então uma semana de castigo pra você. Sem saídas. Só escola pra casa e casa pra escola.
-Mas mãe!
- Sem mas. Pro seu quarto. Agora.
                Larguei o copo na pia e sai da cozinha pisando com força. Uma semana sem sair? Merda. Tranquei a porta do quarto e me joguei na cama. Peguei o celular e disquei o primeiro número da minha lista de contatos. O da Mariana.
- Oi..
- Fala, gatinha. Tudo bem?
- Não muito...Minha mãe me deixou de castigo. Uma semana sem sair.
- Putz. E agora, Carol?
- E agora nada né. Vou ter que cumprir a porcaria do castigo. Sabe, Mari, isso me irrita muito. Essa mania da minha mãe de me tratar como criança.
- Bom, não posso fazer nada quanto a isso, mas tive uma idéia genial que vai melhorar o seu dia.
- O que? Vai vir aqui e me seqüestrar?
- Seqüestrar não, mas vou te fazer uma visita. Me espere que mais tarde eu passo aí.
- Você acha que é uma boa idéia?
- Claro que sim. E eu sou apenas uma garota preocupada com a melhor amiga que então resolve lhe fazer uma visita.
- Sei. Mari, tenho que ir agora.
- Tudo bem, eu deixo. Um beijo.
- Só um?
- Vários beijos então.
- Pra você também.
                Desliguei o telefone com um sorriso e me levantei. Minha mãe estava chamando para o almoço.

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