E depois vou postar algo decente (Y)
P.S.: Sou santa, pura e casta.
Capítulo 3
Quando me sentei à mesa, já estavam todos sentados. E meu irmão atacava as batatas como se não visse comida há anos e meu pai conversava com minha mãe sobre algo do trabalho. Me sentei do lado do meu irmão e me servi de comida.
- Como foi sua manhã, querida? – meu pai perguntou quando pararam de conversar.
- Ótima, pai. Eu fui na Mariana e a gente viu TV. – respondi brincando com o arroz do prato.
- Fico feliz que tenha aproveitado, filha. Porque sabe que não vai sair durante um tempo, não é?
- Eu sei. – Bebi um pouco de suco e minha mãe que desde que eu sentei a mesa tinha estado em silêncio bufou.
Minha mãe está sempre era brava. Não importa se está tudo bem ou se o mundo está explodindo. E isso é um saco. Já meu pai não é assim. Ele sempre levava tudo numa boa e estava quase sempre sorrindo. Acho que é por isso que meus pais se amam, os dois são muito diferentes. E opostos se atraem.
O resto do almoço foi tranqüilo e logo eu fui para meu quarto. Tomei outro banho e fiquei ouvindo música com os fones de ouvido, deitada na cama. Quando de repente sinto alguém subindo em cima de mim. Era Mariana.
- Ué? Já aqui? – perguntei me sentando. – Que horas são?
- Umas três ou quatro horas. Resolvi te imitar e não olhei as horas antes de sair. – ela disse e sorriu. Dei um tapa no braço e ela se deitou do meu lado na cama. Estávamos meio espremidas por causa da cama de solteiro. – Ai! Não posso te imitar agora?
- Não, não pode. É constrangedor. Eu devia ter olhado as horas antes de sair, em vez de chegar super cedo na sua casa e deixar todo mundo furioso aqui.
- Nem se preocupa com isso, linda. – ela disse, me dando um selinho. – Se você não tivesse ido até minha casa hoje de manhã, eu não estaria te beijando agora. – E me beijou.
E assim passamos a tarde. Ouvindo música, beijando, assistindo TV, beijando, conversando, beijando... E acho que foi uma das melhores tardes da minha vida. E queria muitas outras como essa. Mas infelizmente Mariana teve que ir embora, lá pelas nove da noite, afinal, tínhamos escola no dia seguinte.
Sonhei com ela naquela noite. No sonho nós estávamos em uma sala escura nos beijando meio que... Empolgadas demais. As mãos dela estavam massageando meus seios por debaixo da blusa enquanto eu tentava tirar sua calça. Quando consegui tirar ela pegou minhas mãos com a dela e as levantou sorrindo para mim. Acordei.
Levantei suando da cama e fui para o banheiro tomar banho. Coloquei o uniforme da escola e tomei café. Tudo isso correndo. Quando terminei de fazer tudo e já estava quase saindo, meu irmão acordou e murmurou um tchau.
Andei até a parada de ônibus e me encostei no muro para esperar. Pouco tempo depois sinto duas mãos tampando meus olhos.
- Adivinha quem é? – a pessoa me perguntou rindo.
- Minha mãe? – tirei as mãos da frente e dei um soquinho na Mariana
- Não, boba. Sou eu, sua melhor amiga.
- Melhor... Amiga?
- Sim, somos melhores amigas, não?
E bem na hora que ela perguntou o ônibus chegou. Nos sentamos e eu coloquei as mãos no bolso. Discretamente Mariana colocou uma mão no meu bolso canguru do casaco e fez um carinho em mim.
Encostei a cabeça na janela e lembrei do sonho que tinha tido. Na parte em que Mari levantava nossas mãos, eu consegui ver duas alianças de compromisso. E isso me fez pensar. O que somos? Ficantes? Amigas com benefícios? Namoradas...? Eu teria que perguntar a ela uma hora dessas. Mas não agora que chegamos na escola.
Levantei do banco e ela soltou minha mão. Descemos e andamos em silêncio. Esse silêncio estava estranho, mas eu não queria ser a primeira a quebrá-lo. Assim que entramos na escola, Marcos chegou e nos abraçou.
- Eae, macacada? Como passaram o fim de semana? - ela perguntou sorrindo como sempre.
- Bem bem. E você? - Mariana respondeu e ajeitou a mochila no ombro. Eu coloquei a mão nos bolsos e pus um dos fones no ouvido.
- Passei maaravilhosamente bem, caras amigas. Comprei um jogo novo de videogame irado que vocês precisam ver. Mas você não me respondeu, Carol, como foi seu fim de semana? Está tudo bem? Precisa de mais um abraço? - ela disse rápido e mudou sua expressão de alegre para preocupada em dois segundos. Esse é o problema da Luisa. Ela é muito bipolar.
- Estou bem sim, Lu. Para de fazer drama, eu só coloquei os fones de ouvido. - respondi andando e puxando as duas para andarem comigo até a sala. Nosso primeiro periodo seria de Geografia, com a professora Cristina. Ela era muito bonita. Bonita mesmo. E quase todos os alunos babavam por ela.
Quando entramos na sala, ainda não estava toda a turma reunida, mas ela já estava lá, conversando com uma aluna. Eu e Mariana nos sentamos em um lugar perto da janela, uma do lado da outra, e Luisa um pouco mais longe. Assim que ela sentou já começou a conversar com Gabriel, um amigo nerd dela, sobre o jogo novo.
Peguei meu caderno e fiquei rabiscando enquanto Mariana ouvia música. Mas não durou muito tempo, pois logo o sinal bateu e a sala encheu de alunos cansados.
- Bom dia, turma. - A professora Cristina disse enquanto sorria e se sentou. - Hoje quero que se sentem em trios para fazer um resumo detalhado sobre o capítulo 4, 5 e 6 do livro de vocês.
- Vale nota? - alguém sentado lá na frente perguntou. Revirei os olhos.
- Sim, vale 20 pontos. Agora juntem as classes e comecem.
E assim que ela disse isso começou a barulheira. Rapidamente Mariana e eu juntamos as nossas mesas e Luisa veio logo depois. Decidimos que cada uma ia resumir um capítulo. E assim se passou a aula.
Quando bateu o sinal juntei minhas coisas na mochila para a aula de Biologia e as outras duas fizeram o mesmo.
- Carolina, por favor. Venha aqui, preciso falar com você. - professora Cristina disse enquanto empilhava alguns livros. Mariana apertou minha mão por um instante e saiu junto com os outros pela porta.

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